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7 de set. de 2012

Cadê a postura ideológica? E a cara de Pau, Embrapa?


Não é de hoje que sabemos da impossibilidade de alcançar a neutralidade científica. A começar porque somos humanos e, por isso, seres construídos socialmente, com crenças, posições, ideologias. E porque cientistas são, antes de serem pesquisadores, seres humanos.

Para isso existem os métodos, metodologias, comissões, orientadores, avaliações, bancas examinadoras, etc. que apontam para o máximo de neutralidade possível, baseando a pesquisa e os resultados somente em dados e fatos, tendo consciência inclusive das limitações intrínsecas a própria ciência.

Também sabemos que as instituições também não são neutras, elas respondem a determinados interesses, principalmente quando são instituições públicas. O problema é quando estes interesses não são os mesmos interesses públicos, ou seja, o desenvolvimento e o bem estar da população.

Metodologia para uma educação ambiental de qualidade


Em artigo de Edson Grandisoli é apresentada uma metolodologia que visa alcançar os objetivos de um projeto de educação ambiental, fazendo também uma crítica sobre a falta de eficiência e o baixo impacto dos projetos hoje aplicados.

4 de jul. de 2012

Só a iniciativa comunitária pra financiar as necessidades de pobre


Taí uma daquelas boas notícias. Um comunidade carente em Brasília se organizou e criou o Banco Comunitário Estrutural, que tem como objetivo dar crédito aos moradores da Estrutural, a quem trabalha, mas não tem carteira assinada, aos autônomos, aos que tem dívidas e necessitam de empréstimo, dentre outras situações variadas.

2 de jul. de 2012

A clareza de Boaventura de Souza Santos


Se posicionando em relação à Rio+20 e à Cúpula dos Povos, o professor Boaventura de Souza Santos pode dar um parecer muito esclarecedor, daquele tipo que sempre queremos ouvir de alguém que pensa a sociedade de forma crítica e nos aponta direções.

29 de jun. de 2012

O relatório final da Cúpula dos Povos


Já publicamos aqui um post sobre a Cúpula dos Povos, que terminou agora dia 22 de junho com a publicação do relatório final do evento.

A cúpula não existiria não fosse a Rio+20, afinal foi com o objetivo de ser um contraponto e dar voz a sociedade civil que foi organizada e para tanto não poderíamos esperar um relatório final que fosse uma continuação da proposta da Rio+20.

27 de mai. de 2012

INPE lança cartilha sobre meio ambiente e sustentabilidade


Nossa, essa cartilha é a master furada!! Leiam e não me desenganem.

A cartilha intitulada "O futuro que queremos - Economia verde, desenvolvimentos sustentável e erradicação da pobreza" apresenta toda a introdução da questão ambiental, desde a ECO-92 até os dias de hoje na RIO+20, com todo o otimismo dos ambientalistas abraça árvore que esperam que líderes mundiais venham a salvar o planeta, até porque já ficou bem claro onde cabe a participação popular neste evento.

23 de mai. de 2012

O lixo dos shoppings e a conduta do usuário


Você deve conhecer um monte de gente que separa o lixo em casa né?! Algumas inclusive tem aquelas lixeiras coloridas, educativas pra separar ainda mais os resíduos.

Bom, segundo uma pesquisa feita em Brasília, quase 100% dos consumidores não descarta seu lixo nas praças de alimentação, isto porque é um espaço ‘público’, imagina no privado. A pesquisadora levantou que foram poucas as pessoas que jogaram seus resíduos no lixo (não estamos nem falando em separá-los) e que isso está muito associado a presença dos funcionários da limpeza nas praças de alimentação, como se estivessem ali para fazer aquilo que é sua obrigação.

O discurso é ainda mais ordinário, dizem que fazem isso pra dar emprego, assim como devem jogar lixo no chão para dar emprego ao gari...que tal o suicídio para dar emprego ao coveiro?! E não faça sujeira por favor, morte limpa tá?!

Sobre a questão dos “serviçais”, algumas pesquisas tem apontado para uma mudança neste comportamento, não porque esteja se construindo uma sociedade mais humana, que considere os funcionários ligados à limpeza como seres humanos, mas porque estes empregados tem conseguido empregos melhores, com salários melhores e com maior respeito socialmente.

Mais especificamente sobre as empregadas domésticas, sua origem remete ao período colonial e é um resquício até hoje, estando a classe média e alta (as mesmas que frequentam os shoppings) acostumada a ter empregados a seu redor, fazendo aquilo que é sua responsabilidade. No entanto, alguns comportamentos terão de mudar na marra, já que estas trabalhadoras tem conquistado poder de escolha e se retirado dos espaços domésticos, onde ainda são consideradas “como da família” (quem nunca ouviu isso?...como se não realizassem um trabalho).

Ainda sobre a pesquisa, outras conclusões foram tiradas, como a presença de orientações sobre a mesa levam a um comportamento positivo no sentido de jogar os resíduos no lixo, indo para além do impacto ambiental, dando ênfase a dimensão moral da conduta, até porque como já escrevemos em outros posts, a preocupação ambiental passa muito mais perto da boca do que do cérebro.


22 de mai. de 2012

Planeta resiliente, pessoas resilientes - agora em português

No último dia 17 foi lançado em português o relatório da ONU "Planeta resiliente, pessoas resilientes - Um futuro digno de escolha".

O relatório já foi tratado aqui no blog, antes deste lançamento, apontando as contradições intencionais do documento, mostrando a ausência de um projeto filosófico a ser seguido.

Quem quiser ver mais, leia o post: Resiliência pra quê mesmo? http://na-beirada.blogspot.com.br/2012/02/resiliencia-pra-que-mesmo.html

20 de mai. de 2012

Hipócrita e ordinário


Saiu no começo do mês duas notícias curiosas. Uma delas dizia que 94% dos brasileiros se preocupam com as questões ambientais, mantém boas práticas ambientais (diga-se reduzem o consumo de água e energia, até porque isso tem uma relação direta com o bolso e não com a consciência ambiental) e a maioria estaria disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos.

Na contramão, as micro e pequenasempresas não acreditam em ganhos financeiros gerados por práticas sustentáveis. Aí que entra a curiosidade, já que o mercado é mantido pelo consumo e os consumidores disseram que pagariam mais por produtos verdes, o que os empresários estão esperando?!

Alguém está sendo hipócrita, me parece. Ou ambos.

22 de abr. de 2012

Bayer e a sustentabilidade


Foi lançado o Programa Jovens Embaixadores Ambientais, da fabulosa Bayer em conjunto com o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Quem quer fazer parte? www.bayerpet.com.br
Até aqui nada assusta, principalmente para quem acompanha o blog  e sabe dos posicionamentos que temos. A associação entre empresas privadas e organizações criadas para a coletividade não é nova e seus princípios são condizentes com a sustentabilidade...criada para manutenção da economia capitalista.

Ademais, um programa voltado para a sustentabilidade também está de acordo com o marketing da empresa, que precisa associar a imagem de produtora de venenos com florestas tropicais preservadas, sem falar na íntima relação com os ideais da economia verde e, antes disso, da revolução verde...mas essa é uma história que não combina.

Já falamos aqui também sobre a presença da iniciativa privada na educação, mais especificamente promovendo e controlando a educação ambiental nas escolas, seja oferecendo material, assistência, formação, etc.

20 de abr. de 2012

2º Manifestação antivivissecção e experimentação animal - Indignação e informação


Acontecerá agora no dia 28 de abril, as 15 horas a 2º manifestação antivivissecção e experimentação animal, ou seja, a utilização de animais na pesquisa ou na educação para criação, pesquisa, formulação de medicamentos, testes em cosméticos, dentre outras “utilidades”. O manifesto foi idealizado pelo grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais e WEEAC – World Event to End Animal Cruelty.

O evento está programado para acontecer em todas as capitais e em alguns municípios brasileiros e no exterior, saiba se vai acontecer em sua cidade ou organize uma ação coletiva! O importante é que a ação possa apresentar as principais formas de testes e experimentações usadas hoje, as alternativas e as empresas e universidades que ainda fazem uso da vivissecção e experimentação animal, dando visibilidade a questão e informando a população que existem alternativas.

15 de abr. de 2012

Princípio da Proibição do Retrocesso Ambiental

O Princípio da Proibição do Retrocesso Ambiental é como o nome diz, não permitiria que houvesse um retrocesso nas leis ambientais demandadas por necessidades futuras. Um bom exemplo é o novo Código Florestal, que irá diminuir as áreas protegidas, dentre outras novidades, com claros interesses da bancada ruralista.

10 de abr. de 2012

A Cúpula dos Povos

Esta é uma alternativa.

A Cúpula dos Povos é um movimento alternativo a Rio+20, aquele veiculado pela mídia como o maior evento em prol do meio ambiente dos últimos 20 anos, para que os líderes governamentais façam valer as vontades e necessidades de reprodução do capital, tá lembrado?! (caso não se lembre, temos outros posts sobre o assunto)

Frente a tudo isso foi criada a Cúpula dos Povos, como um espaço de troca entre movimentos sociais, organizações populares, redes ambientalistas e outras tantas representações do povo, em contraponto a falaciosa economia verde e ao limitado debate sobre governança global, tendo como marco político a luta anticapitalista, classista, antiracista, antipatriarcal e antihomofóbica.

7 de abr. de 2012

A fantasia da Dilma

A imagem é auto explicativa né?!

Essa semana nossa presidenta soltou uma máxima direcionada aos ambientalistas: “Não há espaço na Rio+20 para fantasia”. A frase foi dita após críticas ao governo sobre os investimentos em hidrelétricas como matriz energética do Brasil.

Ao que tudo indica, a carapuça não serviu, nem aqui no blog, já que não somos ambientalistas e nem mesmo para os ambientalistas, que não lidam com fantasia, mas com fatos...nem mesmo perspectiva positiva dá pra ter visto o quadro de descompromisso com a questão socioambiental, até por isso a utopia (e não a fantasia) é necessária, para ser proposta e perseguida.

4 de abr. de 2012

Obsolescência programada


catchy-art.blogspot.com.br
O nome indica que um produto se torna obsoleto em determinado tempo, não por estar gasto de tanto usar ou por algum acidente, mas porque as empresas produtoras assim o querem, afinal, saberão quando e em que quantidade terão de produzir mais e, sobretudo, lucrarão mais. Este tempo de retorno do produto é então reduzido para que nós, consumidores tenhamos que comprá-lo novamente e em breve.

Um produto também se torna obsoleto quando passa a ser ultrapassado, desatualizado, antiquado, etc. e isso a ciência da publicidade e do marketing fazem com talento, tamanha angústia que sentimos quando temos um produto que não atende mais aos critérios estéticos ou de software daquele momento.

31 de mar. de 2012

Hora do planeta: mais uma balela!


Neste exato momento, se é que o Blogger realmente publica o artigo na hora programada, um monte de gente deve estar apagando as luzes de suas casas, ficando no escuro, enquanto tomam um banho bem quente, navegam na internet ou assistem ao Jornal Nacional ou coisa pior. Nada contra essas atividades todas, mas porque estão mesmo apagando as luzes? Ah! Porque uma ONG internacional chamada WWF inventou uma forma de mobilização, que começou lá na Austrália em 2007 e rapidamente se tornou moda mundial, para conscientizar as pessoas sobre o tão famigerado aquecimento global.

30 de mar. de 2012

Ciência, tecnologia e meio ambiente

Teia online

Sob o advento da tecnologia podemos fazer qualquer coisa, inclusive salvar o planeta de nós mesmos. Essa é a ideia que o sistema produtivo atual quer nos fazer crer, apesar dos inúmeros sinais que apresentam o contrário.

Para os problemas ambientais mais especificamente tem sido desenvolvida uma ciência também específica, que produz uma tecnologia para o dia de hoje, sem refletir sobre o ontem ou pensar o amanhã, considerando para tanto desde as lâmpadas fluorescente até os automóveis a hidrogênio.

Não penso que sejam tecnologias fajutas ou sem importância, mas que falta a essas propostas uma origem socio-histórica, ou seja, é uma ciência e tecnologia que se desenvolvem despretensiosas em relação a sociedade e pretensiosas para os ganhos econômicos do capital.

14 de mar. de 2012

Temos um só problema – e é bem grande!!!


Recentemente li um artigo que falava a respeito da publicação de um relatório no qual um grupo de cientistas listaram 21 questões ambientais emergentes para o século XXI. Num primeiro momento pensei – Só 21!?!? Está bom demais!!! Pensando rapidamente poderia citar... sei lá?... Um monte: chuva ácida em Manchester, presença de hexaclorocicloexano em golfinhos, ondas eletromagnéticas cozinhando nossos cérebros, extinção do bagre-do-dorso-pelado-e-moicano-prateado endêmico do alto São Francisco (à la Sakamoto)... São tantos os problemas ambientais e sociais dos quais temos notícia que fica impossível resolvê-los, ou pelos menos, essa é a impressão que nos passam.

6 de mar. de 2012

Dia da mulher

Dia 8 de março é comemorado o dia da mulher, como todos já sabem...é a data intermediária entre o natal e o dia das mães em que a mídia divulga como um momento de dar presentes, mais especificamente eletrodomésticos, flores e doces e o comércio exerce todo seu poder de atração com promoções e novidades.

Mais do que comemorar, já que não há o que comemorar quando o Brasil está entre os 25 países no ranking do feminicídio e mais de 200 mil mulheres sofrem com o processo do aborto, é uma data de luta e enfrentamento contra a opressão física, psicológica e institucional que as mulheres sofrem ao longo de toda sua vida.

23 de fev. de 2012

Mulheres e soberania alimentar

No post Mulheres e economia, pontuamos como tem se dado a participação feminina na economia, com algum protagonismo e autonomia, mas não como fruto de um aumento de consciência e organização de gênero, mas pela feminilização da pobreza.

Esther Vivas contribui com a ideia da pobreza ser mais acentuada entre as mulheres com uma leitura das relações patriarcais no mundo desenvolvido e subdesenvolvido, para sabermos que a opressão a mulher não é uma limitação territorial.
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