29 de jun de 2012

O relatório final da Cúpula dos Povos


Já publicamos aqui um post sobre a Cúpula dos Povos, que terminou agora dia 22 de junho com a publicação do relatório final do evento.

A cúpula não existiria não fosse a Rio+20, afinal foi com o objetivo de ser um contraponto e dar voz a sociedade civil que foi organizada e para tanto não poderíamos esperar um relatório final que fosse uma continuação da proposta da Rio+20.

No entanto, o relatório final não disse nada além do que esperávamos antes de seu acontecimento e poderia muito bem ter sido escrita antes mesmo do evento ocorrer tão repetido é o discurso, a luta ainda é a mesma, em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida.

Também é sabido as dificuldades de se organizar um evento com tamanha pluralidade de participantes, heterogeneidade de reivindicações que deveriam, de alguma forma, estar contemplados no relatório final, somado a isso são poucos eventos internacionais que tem o potencial de reunir tanta gente interessada no bem maior, por isso a crítica não é de todo negativa.


O que fica representado pra mim é que, apesar dos esforços das organizações e movimentos populares e povos representados que participaram ou não da Cúpula, que propõem uma nova visão de mundo, uma real mudança vai depender de mais do que ações individuais, posto que somente uma ruptura estrutural com a gestão capitalista do mundo provocará uma mudança significativa.

Neste caso, acho que o relatório está bem ciente ao finalizar com uma chamada a criação de uma data mundial de greve geral que atenda a todas as reivindicações de todos os povos, movimentos e organizações e ao mesmo tempo não seja específica a nenhum deles, todos são urgentes, com necessidades de atendimento para ontem.

Assim, nada de calma, (somente quando se tratar de organização), no restante é um momento de luta, de reivindicação, mobilização e participação, agressiva ou não, a medida quem dá são eles e não nós.



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