27 de nov de 2011

A Rio+20 e seu affair com a Economia Verde

Sem querer ser alarmista demais, acredito realmente que estamos vivendo uma crise, não somente ambiental, mas também econômica, política, social... em suma, uma crise do modo de vida capitalista ocidental com seu produtivismo e consumismo desenfreados. 

Em âmbito nacional, temos as notícias recentes da retomada dos projetos de usinas nucleares, a exploração de petróleo no pré-sal com seus riscos inerentes, as grandes hidrelétricas na Amazônia e o desmantelamento do Código Florestal em favor de uma oligarquia agropecuarista.

É dentro deste contexto que se realizará entre os dias 20 e 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. Oficialmente os temas da agenda do evento são a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável, temas dos quais já falamos aqui em outro post. Temas inclusive sugeridos pelo Brasil!

25 de nov de 2011

Demografia da sustentabilidade

Tarsila do Amaral - Operários, 1933
Foi anunciado com alarde e terror a presença de 7 bilhões de pessoas na Terra, associada a previsões catastróficas de fome, mudanças climáticas, conflitos, etc.

Mas muito pouco de ouviu ou se deu ouvidos as análises subjacentes a este número.

20 de nov de 2011

Algumas questões sobre o vazamento de óleo na Bacia de Campos

Apesar de já passados quase 15 dias do início do vazamento de petróleo na Bacia de Campos – RJ, no Campo do Frade, sob responsabilidade da petroleira norte-americana Chevron-Texaco, acho que ainda está em tempo de deixar algumas informações para pensarmos depois com nossos botões.


Antes, gostaria somente de informar que as informações fornecidos a seguir foram extraídas do blog Tijolaço, o único canal, ao meu ver, que realmente está cobrindo este evento de maneira séria e responsável. Todos os créditos ao Fernando Brito pelo excelente trabalho.

19 de nov de 2011

A Crise europeia e a participação social

Quem acompanhou as últimas notícias internacionais viu a crise econômica e política que assola a Europa, especialmente alguns países como a França e a Grécia. É então de uma proposta do ex-primeiro ministro grego, de perguntar aos cidadãos gregos se aceitam as políticas de austeridade que surgiu a ideia deste post.

No embalo das recentes práticas políticas, de dar mais voz e participação à população que acredito foi a intenção do ministro, para não dizer que foi somente uma reação as manisfestações sucessivas no país.

A repercussão da democrática ideia foi rápida. Outros representantes europeus logo mostraram-se indiginados com a proposta de dar direito e oportunidade de expressão aos principais “beneficiados” da política de austeridade e antes dela, da crise econômica.

15 de nov de 2011

Por trás do discurso da energia limpa

Atualmente a Alemanha tem alavancado o debate sobre tecnologias limpas na Europa, de forma muito graciosa, mostrando como um país pode ser economicamente viável se preocupando com a problemática ambiental.

Para esclarecer melhor, a Alemanha esteve investindo e aplicado recursos no uso de energia limpa, como a energia nuclear, programa que tem sofrido muitas críticas devido principalmente aos eventos em Fukushima e que, portanto está sendo substituída pela energia solar, eólica e de biomassa. Como plano governamental, foi determinado que até 2050, 80% da matriz energética do país seja de origem renovável.

Para suprir a demanda energética que surgirá com a desativação das usinas nucleares, a Alemanha passará a incentivar o desenvolvimento de novos produtos ligados a eficiência energética, tecnologias estas que poderão ser vendidas para outros países interessados, como o Brasil, que grita aos quatro ventos seu potencial hidrelétrico, mas comprou da Alemanha tecnologia nuclear para a instalação das Angras.

1 de nov de 2011

Resíduos sólidos – uma questão de justiça ambiental


Crédito da imagem: BBC
Neste artigo trato da questão relacionada a transferência de resíduos sólidos entre países e sua relação com o tema da justiça ambiental. Escrevo motivado pelas recentes notícias amplamente divulgadas na mídia sobre a remessa de lençóis e outros resíduos hospitalares dos EUA para o Brasil. Este, com certeza, não é um caso isolado, nem em se tratando de âmbito nacional, muito menos mundial. Para refrescar a memória, vou citar alguns:

Em agosto de 2009 foram interceptadas cargas nos portos de Rio Grande (RS), Caxias do Sul (RS) e Santos (SP) totalizando aproximadamente mil toneladas de resíduos orgânicos, hospitalares e eletrônicos. Os containers com os resíduos foram enviados de forma ilegal do Reino Unido. Um ano após este caso, novamente no Porto Grande (RS), a Receita Federal interceptou uma carga contendo 22 toneladas de resíduos domésticos provenientes da República Tcheca. No início de outubro deste ano, no Porto de Suape (PE) foram identificadas duas remessas ilegais de resíduos hospitalares, totalizando cerca de 47 toneladas, enviadas dos Estados Unidos. Em todos estes casos, a documentação descrevia a carga como material para reciclagem, na tentativa de burlar a fiscalização.
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