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7 de abr. de 2012

A fantasia da Dilma

A imagem é auto explicativa né?!

Essa semana nossa presidenta soltou uma máxima direcionada aos ambientalistas: “Não há espaço na Rio+20 para fantasia”. A frase foi dita após críticas ao governo sobre os investimentos em hidrelétricas como matriz energética do Brasil.

Ao que tudo indica, a carapuça não serviu, nem aqui no blog, já que não somos ambientalistas e nem mesmo para os ambientalistas, que não lidam com fantasia, mas com fatos...nem mesmo perspectiva positiva dá pra ter visto o quadro de descompromisso com a questão socioambiental, até por isso a utopia (e não a fantasia) é necessária, para ser proposta e perseguida.


Isso tudo para defender o (de fato fantasioso) mundo do desenvolvimento para todos, mais especificamente para justificar os investimentos em hidrelétricas do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, desmerecendo o discurso contrário com adjetivos desconexos do debate e não no plano do embate de ideias ou de fatos apresentados. Essa é uma fuga recorrente...

Não tardou também a defesa dos ambientalistas e simpatizantes, que mostraram que fantasiosa é a proposta governamental, que acredita em papai noel e coelhinho da páscoa, travestidos de investimentos internacionais e no PIB como critério de análise da qualidade social. Isso tudo dentro do PT, vulgo Partido dos Trabalhadores.

Não discutirei aqui os pormenores do debate, tratamos deles no post Energia para um mundo sustentável: hidrelétricas. O que interessa aqui é a ausência de um plano governamental para as questões ambientais associado a uma ministra oca de histórico e força política, que vem bem a calhar, já que sua figura com a responsabilidade na questão ambiental não pode atrapalhar o andamento do crescimento econômico do país.

Um dos coordenadores do Instituto Vitae Civilis, Aron Belinky clareou o que está acontecendo: 
“priorizar a sustentabilidade não é uma questão de fantasia, mas de ousadia (...) o modelo de desenvolvimento do governo Dilma Rousseff carece de visão a longo prazo. É um modelo que simplesmente reproduz o que já foi feito no passado, fazendo de conta que não há limites para o planeta, isso sim é fantasia.”

No blog do Sakamoto também há um esclarecimento, mais sarcástico neste caso:

“Quem vê uma alternativa complexa como uma impossibilidade política ou econômica dificilmente conseguirá propor novos modelos de desenvolvimento que, por exemplo, tentem aliar crescimento ao respeito aos direitos humanos de populações e trabalhadores diretamente afetados por grandes obras. Digo “tentem” porque sabemos que a menos que ocorra uma mudança profunda em nosso modo de produção, o rosário de desgraças continuará acontecendo pela sua própria natureza. Parafraseando o assessor de Bill Clinton, ‘é o capitalismo, estúpido!’ ”

Ahhh...será este país retrógrado em relação às questões ambientais que sediará a Rio+20, o que nos faz pensar quais os reais objetivos do evento...( mais no post Rio+20 e se affair com a economia verde e no O que esperar da Rio+20?)

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