17 de out de 2011

O que o Brasil precisa é de proteção ao meio ambiente e não de tablets

Diminui investimentos com o meio ambiente no Brasil.
A notícia não é nova, já sabemos o descaso que é dado frente a pasta de meio ambiente no governo, apesar da publicidade que é feita, mas a novidade é que o Brasil cada vez mais aparece com responsável socioambientalmente, referência de legislação de proteção a natureza e sede de eventos sobre o assunto, como a Rio+20, que ocorrerá em 2012. 


 

Em números, os investimentos no Ministério do Meio Ambiente - MMA caíram de 6% para 2% nos últimos oito anos, segundo pesquisa de economistas da UFRJ, em contrapartida, aumentou exorbitantemente o orçamento do Ministério dos Transportes e das Cidades, respectivamente 257% e 558%.

No entanto, não devia ser surpreendente já que ao aplicar um programa de aceleração do crescimento, não deveríamos esperar proteção ao meio ambiente, são coisas antagônicas, como já deixamos claro em outros posts. Ainda mais quando se coloca Isabella Teixeira como ministra do meio ambiente para defender a pasta, a mesma que diz que faz sua parte ao separar seu lixo para reciclagem e se exclui das polêmicas do Novo Código Florestal, ou vocês tem ouvido algum posicionamento significativo da memorável?

 “O que faz pessoalmentepelo ambiente?
Tenho um carro flex [que funciona a gasolina e a etanol]. Tenho uma fazenda com todas as áreas de reserva legal e de preservação permanente regularizadas. Sou adepta de agricultura orgânica. Sou ligada em eficiência energética. Sou absolutamente cuidadosa com o lixo, odeio desperdício. Trabalho num ministério que é todo de green building. Uso papel reciclado.” Blog consciencia

Sem comentários.

Para Isabella Teixeira, o comprometimento do país com o novo código é porque seremos cobramos 20 anos depois da ECO-92 por resultados durante a RIO+20. Além disso, entende que devemos trabalhar para além das metas, a chamada diplomacia ambiental de 92, “para a natureza pouco importa se a meta diz 2015 ou 2020, ela já está batendo a nossa porta” e, portanto, fechar unidades do IBAMA pelo Brasil afora só mantém o quadro de desestruturação e descomprometimento com a causa.

“Seremos cobrados 20 anos depois [da Eco-92]. Daí a responsabilidade da sociedade brasileira com o novo código”, disse ela, ao participar de oficina do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) sobre a Rio+20, em São Paulo. Carta Maior

Para Francisco Gaetani, secretário-executivo do MMA, o ministério está devendo no quesito “unidades de conservação”, como se nos outros estivesse tudo ok, posto que as taxas de desmatamento são reduzidas não com ações significativas de controle, mas mudando a qualidade da imagem de satélite para melhorar os índices, neste caso e só uma questão de metodologia. Outro problema é o quadro diminuto de funcionários para a demanda crescente, visto que desde 2009 discute-se o aumento de analistas no IBAMA e no ICMBio.

Com o PAC, o governo se subverte de bom moço, pensando no desenvolvimento da nação, no aumento da renda e da qualidade de vida da população e na melhor colocação de barganha do país internacionalmente, mesmo que para isso vidas sejam colocadas em risco com a diminuição da fiscalização trabalhista nos canteiros de obra, a lei do trabalho escravo fique no estágio teórico, acordo internacional de direitos humanos seja sobrepujado para construção de Belo Monte, direitos indígenas sejam reconsiderados de acordo com a conjuntura, a fixação de empresas como a Foxconn no Brasil seja considerada boa notícia, ainda que seja com reduções fiscais, até porque o que o país mais precisa são de tablets baratos né?!

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